quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Ano Novo!

Antes que você desista de ler, tenho o prazer de informar que não vou falar toda aquela coisa de ano novo, vida nova e blábláblá. Na verdade, pra mim é bem ao contrário. Essa mania de fixar nossa vida em datas não dá nada certo. É tudo uma grande desculpa pra adiar compromissos, pra não ter que admitir o comodismo. As mudanças devem ocorrer de acordo com a necessidade, e não de acordo com a estação. Não se escolhe a hora de tudo acontecer, devemos nos adaptar os nossos sentimentos, é como diz aquele velho clichê de 'fazer o que o coração pede'. Não precisa apelar pro coração, sem todo esse drama. É só nos colocarmos como seres humanos que têm o direito de ter seus anseios.
Não espere o natal para presentear quem você ama. Não espere a páscoa para se lambuzar de chocolate. Não espere o carnaval para pular e cantar. Não espere o dia das mães para mandar um cartão. Não espere seu aniversário de 18 anos para amadurecer. Não espere o dia dos namorados pra se sentir sozinho e pedir desculpas. Não espere o último dia de aula para dar valor aos seus amigos. Não espere as férias para ver que seu chefe é legal. Não espere que te liguem, ligue. Não espere encontrar ocasionalmente com um amigo pra dizer que sente saudades. Não espere a formatura para abraçar seu colegas. Não espere a morte chegar para reconhecer o valor das pessoas.
Não espere o ano novo pra ter vida nova.

domingo, 9 de agosto de 2009

Além das nuvens,
além da distância,
além dos sentimentos.
Beleza incompreensível aos nossos olhos
iluminando o céu
com um brilho estonteante.
Um sonho inalcansável,
mas nunca esquecido,
e cada vez mais desejado.



para/com/de Luciano Rocha ♥
há aproximadamente, um ano e meio atrás.

domingo, 17 de maio de 2009

pá.

somos esteriótipos. esteriótipos do que fazemos, do que gostamos, do que comemos, do que falamos, do que sentimos. esteriótipos das músicas que ouvimos, esteriótipos dos programas que vemos na tv. esteriótipos dos sites de que acessamos e do programinha de editar fotos que instalamos em nosso computador. esteriótipos da escola que estudamos, dos cadernos que usamos e do logotipo estampado em nossa mochila. esteriótipos da marca de nossas roupas, esteriótipos da loja que compramos. esteriótipos da moda, esteriótipos da mídia. esteriótipos do modelo de nosso celular, esteriótipos, dependentes de tudo. como uma massa de modelar, que se não modelada não interessa, não atrai, não é nada. esteriótipos não são nada.

segunda-feira, 20 de abril de 2009

let it be.

" A ausência diminui as paixões medíocres e aumenta as grandes, assim como o vento apaga as velas, mas atiça as fogueiras. "

terça-feira, 14 de abril de 2009

14 de abril?

' faz tanto frio, faz tanto tempo, que no meu mundo algo se perdeu. '
Paralamas do Sucesso - Seguindo Estrelas

2 anos. impossível não dizer nada nesse 14 de abril. uma data lembrada, com toda certeza, apenas por mim. lembrança guardada, reprimida, escondida. e pensar que a um ano atrás isso era bem diferente. uma visita no orkut pra tentar saber de algo, para aflorar sentimentos, para ter a certeza disso, pra nada. páginas de internet nunca traduziram e nunca traduzirão pessoas. ainda mais quem! uma fuga desproposital do calendário e pensamentos que surgiram por coincidência da data. coincidência não, subconsciente. - quê? hoje é 14 de abril? depois de um dia exaustivo e muito sono, a percepção de que não é só mais um dia, é 14 de abril. a ligação entre nós é muito forte, pudera eu fugir disso. 7 meses sem nada que presta, 7 meses onde cada palavra caia como tempestade. tantas tempestades, um dilúvio de emoções que inunda tudo que um dia estava ali. é, eu sei que estava! mas onde tudo isso foi parar, eu não sei. sim, eu sei. está tudo escondido, tampado, varrido pra debaixo do tapete. mas não sumiram. dois anos depois e tudo vivo em mim. lembranças boas, sim, sem dúvidas. mas marcas que não saem. orgulho, muito orgulho. mas no fundo, eu queria você aqui. não, isso não é amor. é falta de alguém que talvez não exista mais. as pessoas mudam, e na maioria das vezes pra pior. dizer que ainda há algum sentimento, algum querer dentro de mim, é confuso demais. porque quem eu quero, já se perdeu de vista. alguém bem diferente é o que vejo hoje. mas alguém que me traz lembranças sem fim. 2 anos. 2 anos de altos e baixos e baixos e baixos e baixos. 14 de abril. um show, uma palavra, uma história, duas pessoas, UMA lembrança.